4 perguntas para fazer ao seu médico antes de tomar uma decisão sobre sua saúde

Você já saiu de uma consulta médica com a sensação de que as decisões foram tomadas sem que você tivesse espaço para entender ou opinar? Na correria do dia a dia, é comum que médicos proponham tratamentos ou exames com base na experiência e nos protocolos, mas nem sempre explicam todas as opções ou envolvem o paciente na escolha. Esse cenário pode ser frustrante, mas existe uma maneira simples de mudar isso: fazer as perguntas certas.

Para garantir que suas decisões de saúde sejam bem-informadas e alinhadas com o que faz sentido para você, tenha estas quatro perguntas sempre à mão:

  • Quais são as minhas opções?

Saber todas as possibilidades é o primeiro passo para entender o que está sendo proposto. Talvez existam caminhos menos invasivos ou alternativas que você nem imaginava.

  • Quais são os benefícios e os possíveis danos?

Nenhum tratamento é perfeito. Perguntar sobre os prós e contras ajuda a equilibrar suas expectativas e a entender o impacto de cada escolha.

  • Qual a chance de eles acontecerem?

Nem todos os riscos ou benefícios são iguais. Saber a probabilidade real de algo acontecer permite que você tome decisões baseadas em dados concretos, não em suposições.

  • O que acontece se eu não fizer nada?

Médicos indicam exames ou tratamentos por diversos motivos e entender quais são eles é fundamental para avaliar se aquilo é realmente necessário naquele momento. Em alguns casos, esperar pode ser uma opção válida.

Por que essas perguntas são importantes?

O cuidado com a saúde deve ser centrado em você, suas necessidades e preferências. Essas perguntas fazem parte de um processo chamado tomada de decisão compartilhada, que visa, justamente, colocar você no centro do cuidado. Até porque entender bem o que está acontecendo facilita também que você se engaje mais diretamente no tratamento.

Ao questionar, você não está desafiando o médico, mas buscando clareza e uma visão completa sobre o que está sendo proposto. Se, no entanto, o médico não estiver disposto a responder ou demonstrar impaciência, pode ser um sinal de que ele não está alinhado com o tipo de cuidado que você merece.

Referência das perguntas: France Légaré, Holly O Witteman. Shared decision making: examining key elements and barriers to adoption into routine clinical practice. Health Aff (Millwood) 2013 Feb;32(2):276-84. doi: 10.1377/hlthaff.2012.1078.

Sobre o autor

Dr. Tiago Valim

Cirurgião de Cabeça e Pescoço
CRM-SP 144.803 | RQE 82.374

O Dr. Tiago Valim é médico formado pela Unicamp, com residência em Cirurgia Geral e Cirurgia de Cabeça e Pescoço pela USP. Atuou no Hospital das Clínicas e no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), além de participar de missões humanitárias com os Médicos Sem Fronteiras.

Com especialização em Experiência do Paciente e Cuidado Centrado na Pessoa pelo Hospital Sírio Libanês, o Dr. Tiago se dedica a oferecer um atendimento técnico e humano, valorizando a escuta, o acolhimento e a comunicação clara com seus pacientes.

Atualmente, realiza atendimentos e cirurgias em hospitais de referência, como Sírio Libanês, Albert Einstein, Nove de Julho, Oswaldo Cruz, Samaritano e Santa Catarina. Seu trabalho é guiado pela ciência, empatia e compromisso com o bem-estar integral de cada paciente.

Cuidar Resolve

Sem mais exames do que o necessário,

com a atenção que você merece.