Você sabia que, todos os dias, sua boca produz cerca de um litro de saliva? Esse processo essencial é responsabilidade das glândulas salivares, estruturas vitais que raramente recebem a atenção que merecem – até que algo não vá bem.
O papel das glândulas salivares
As glândulas salivares se dividem em dois grupos: maiores e menores.
As glândulas salivares maiores são as submandibulares, as parótidas e as sublinguais. As glândulas submandibulares, localizadas abaixo das mandíbulas, são as responsáveis por produzir a maior parte da saliva. Já as glândulas parótidas – que são maiores e se localizam nas laterais do rosto –, são ativadas principalmente durante as refeições. As glândulas sublinguais, que ficam bem embaixo da língua, produzem uma quantidade menor de saliva, mas que, por ser espessa, tem bastante importância na lubrificação da boca.
Além disso, há glândulas salivares menores espalhadas pela boca, língua e garganta, que completam o sistema de produção de saliva.
As glândulas parótidas e submandibulares estão em áreas próximas a nervos delicados, como o nervo facial, que controla os movimentos do rosto. Isso faz com que cirurgias na região exijam extremo cuidado para evitar complicações, como a paralisia facial. Por isso, contar com um cirurgião experiente é fundamental.
Nódulos: sintomas e diagnóstico
Um dos problemas mais comuns nas glândulas salivares são os nódulos. Eles geralmente são benignos, mas é importante estar atento à presença de um caroço no rosto, próximo ao ouvido (parótida), ou no pescoço, abaixo da mandíbula, nas laterais (submandibular).
Caso esteja desconfiado de que algo não está certo, o primeiro passo é sempre consultar um médico. Esse profissional fará um exame físico para verificar a localização do nódulo.
Usualmente, é pedido um exame de imagem, sendo o mais comum o ultrassom – que ajuda a confirmar se o nódulo está na glândula salivar ou em outra estrutura próxima.
Ao confirmar que, de fato, se trata de um nódulo nas glândulas salivares, é realizada uma Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF). Nesse procedimento, uma agulha é introduzida dentro do nódulo – guiada por ultrassom – e é retirada uma pequena amostra de células para análise laboratorial.
Essa investigação é conduzida por um médico patologista que faz um estudo em microscópio para identificar se o nódulo é benigno ou maligno, ajudando a determinar a urgência do tratamento.
Tratar ou apenas observar?
O tratamento de nódulos nas glândulas salivares sempre é cirúrgico. Contudo, nem todos os nódulos exigem tratamento imediato. Quando são benignos e não causam sintomas, é possível optar por um acompanhamento médico regular, sem a retirada imediata.
Se o nódulo crescer, causar incômodos ou apresentar características suspeitas, a cirurgia é necessária e deve ser realizada o mais breve possível. O procedimento envolve a remoção do nódulo junto com uma margem de tecido saudável para garantir segurança.
No caso de um diagnóstico de câncer, o tratamento pode incluir cirurgias mais extensas, radioterapia e/ou quimioterapia, dependendo do estágio e das características do tumor.
Por que prestar atenção às glândulas salivares?
As glândulas salivares desempenham um papel crucial na digestão e na saúde bucal. Problemas como nódulos ou tumores podem interferir não apenas na funcionalidade, mas também na qualidade de vida. Buscar um tratamento adequado é essencial para evitar complicações e preservar a saúde.


